5 LIÇÕES DO UBER PARA O SEU NEGÓCIO

5 LIÇÕES DO UBER PARA O SEU NEGÓCIO

Durante o HSM Summit 2017 Guilherme Telles, diretor geral da operação brasileira da empresa, deu dicas importantes para empreendedores

Na hora de criar um negócio, muitos empreendedores têm medo de inovar. Não foi o caso do Uber. A empresa surgiu em 2009 e revolucionou a mobilidade no mundo todo. “Existem 1,2 bilhão de carros no mundo. Em São Paulo, as pessoas passam 3 horas por dia em congestionamentos. O futuro é colocar cada vez mais pessoas dentro de um carro”, disse Guilherme Telles, diretor geral do Uber Brasil durante o HSM Summit 2017, evento realizado em São Paulo (SP) nesta terça-feira (16/5).

O Brasil é 2º país que mais usa Uber do mundo, só ficando atrás dos Estados Unidos. São Paulo, por sua vez, é a cidade que mais utiliza a plataforma.

Durante a história da marca, muitas decisões foram essenciais para o crescimento da empresa e o engajamento dos usuários. Confira abaixo 5 lições do Uber podem ser aplicadas no seu negócio.

1. Encontre seu espaço

A ideia para criar o Uber surgiu quando os fundadores Garrett Camp e Travis Kalanick estavam andando de madrugada nas ruas de Paris e perceberam que não tinham como voltar para o hotel.

Naquele momento, viram diversos carros parados nas ruas e nas garagens e pensaram que seria incrível se existisse uma tecnologia que unisse motoristas e passageiros.

Esse é o princípio básico da maioria das empresas de sucesso: encontrar um problema que ainda não tenha sido resolvido e resolvê-lo. Criar um produto/serviço não vale nada se não houver espaço para ele no mercado.

2. Integre-se com a cidade

Mesmo tendo uma ideia muito interessante, não há como criar um produto ou serviço que vá contra o que as pessoas e o Poder Público acreditam. “Em São Paulo, 22% das viagens de Uber começam em uma estação de trem, metrô ou ônibus. Nós trabalhamos do mesmo lado que o transporte público”, afirma Telles.

Por mais que existam as polêmicas envolvendo a plataforma, a empresa sempre tenta integrar-se ao que já acontece na cidade.

A opção Uber Pool, por exemplo, veio com o objetivo de diminuir a quantidade de carros nas ruas. “O usuário compartilha o carro com alguém que vai para um lugar próximo e paga de 30% a 40% mais barato. Em 2016, essa função fez com que os carros rodassem 502 milhões de quilômetros a menos. Isso é benéfico para o usuário, motorista e cidade como um todo”, diz.

3. Entenda a demanda do seu público

Não basta oferecer o serviço apenas; é necessário entender o que o público está precisando. No Uber, por exemplo, existem as diferenças de preço no aplicativo. “Quando existe excesso de demanda e falta de oferta, colocamos o preço dinâmico. Isso equilibra o mercado”, diz Telles.

Outro fator importante é perceber quais são as necessidades de diferentes regiões. Em Parelheiros, região sul de São Paulo, existe o Uber Sul, que motoristas da região levam as pessoas da periferia até o ponto de ônibus por um preço 50% mais barato que o Pool.

4. Pense no preço

“Não basta ser confiável. Tem que ser acessível e tem que ser barato”, afirma o diretor geral do Uber no Brasil.

Para ele, não adianta possuir uma boa tecnologia se não couber no bolso das pessoas. “No Uber, o preço é baixo porque, por dia, o motorista só fica de 10 a 20 minutos com o carro vazio. Em São Paulo, o tempo média de espera é 4 minutos e isso faz com que sempre tenha corrida”, afirma.

5. Mude com o tempo

Por mais que a empresa esteja indo bem, as mudanças são sempre necessárias. Na maioria das vezes, quem manda nisso é o tempo.

Dependendo da época, as necessidades dos usuários mudam e o serviço precisa mudar junto. “Nós mudamos nosso aplicativo duas vezes. A versão original veio em 2009 e alteramos tudo em 2012 e depois em 2016”, diz Telles.

De acordo com ele, o crescimento foi acontecendo de forma orgânica do centro para as periferias das cidades e isso só aconteceu graças às mudanças.

Fonte: Confira aqui!